19 setembro 2009

Destino: faça o seu!


Muitas pessoas acreditam que já nascemos pré-destinados. Que o que aconteceu com fulano ou beltrano, foi coisa do destino.

Ok. Acredito sim que nascemos pré-destinados, mas, pré-destinados a morrer um dia (ou uma noite). O destino certo de todos os seres vivos, é que eles um dia morrerão. Isso é inevitável. Agora, acreditar que Fulano se deu mal, morreu de acidente, ganhou na loteria, etc, porque era destino dele... Não acredito.

Se alguém, em algum momento se dá mal em uma situação, é porque agiu de forma errada e/ou precipitada. Se alguém morreu de acidente, seja ele qual for, foi por falta de cuidado e atenção de alguém. Uma eventualidade/fatalidade. Se alguém ganhou na loteria, certamente é porque jogou e, ao fazer isso, já era candidato ao prêmio.

Tudo em nossa vida é resultado do que buscamos nela. Do que fazemos por ela. Acreditar que alguém morreu de forma precoce ou trágica porque estava pré-destinado a isso, é o mesmo que dizer que Deus é injusto. Sim, injusto. Não é Ele que nos concede a vida? Não é Ele que sabe tudo a respeito de todos? Então Ele é bom demais com alguns e injusto - além de mal e impiedoso - com outros.

“Ninguém foi feito para sofrer. Viver bem é uma questão de Sabedoria”.

Isso não é verdade. Deus nos criou à sua imagem e semelhança (segundo o que consta na Bíblia) e não nos criou como se criam os robôs: programados. Ele nos deu a liberdade (denominada Livre-Arbítrio) para escolhermos o que queremos para nós e para com os outros. Quem seguir: se a Ele ou ao diabo. O que ser: peão ou doutor. Bastando para isso, usarmos nossa inteligência.

“Nascer pobre é uma eventualidade. Morrer pobre é burrice”.

Eu conheci um garoto pobre e negro, que tinha muita vontade de crescer e vencer na vida e era também muito inteligente. Ele foi morar com uma tia que tinha uma boa condição financeira e lhe propôs pagar um bom colégio para que ele conseguisse realizar o sonho de ser “alguém” na vida. Ia muito bem no colégio, era elogiado pelos professores que, não tinham dúvidas, seria um vencedor. Ou melhor, seria o que quisesse. Só que tinha um problema com esse garoto: ele tinha preconceito consigo mesmo. Achava-se inferior a tudo e a todos simplesmente por ser pobre e negro e, por só estar ali, naquele colégio, porque era uma tia que pagava. Os professores sabiam desse preconceito dele e, por diversas vezes pediram para ele deixar de besteira e tirar aquilo da cabeça, afinal, ele seria um futuro doutor como ele mesmo desejava ser e poderia recompensar toda credibilidade e ajuda que sua tia lhe havia dado. Não teve jeito. O garoto começou a ficar cada vez mais isolado dos demais alunos no horário do recreio e parece que sentia cada vez mais preconceito de si mesmo. Apesar de ser, de longe, o melhor aluno da turma, ele não conseguia superar este obstáculo. Era muito adorado e elogiado pelos professores, talvez mais ainda por estes saberem da situação do garoto. Mas um dia, quando ainda trabalhava em um posto de combustíveis em frente ao colégio que o garoto estudava, vi uma multidão de alunos que se aglomeravam em frente a entrada do colégio e sabia que, sempre que aquilo acontecia, é porque alguma coisa (na maioria das vezes, ruim) tinha acontecido. Quando um professor da referida escola chegou para abastecer o carro, percebi que ele estava com os olhos inundados de lágrimas. Curioso que sou, perguntei: o que aconteceu, professor? Por que toda essa multidão em frente ao colégio? Ao que o professor me respondeu: nosso melhor aluno acabou se ser encontrado morto; enforcado.

Era o garoto pobre e negro, porém inteligente, que havia chegado ao seu limite e resolvido acabar com a própria vida. Agora eu pergunto: era o destino dele, morrer enforcado? Era o destino dele, dar fim à própria vida?

Não, amigos e amigas. O destino desse jovem garoto era ser um excelente médico como ele desejava ser. O que aconteceu foi uma fraqueza. Uma fatalidade. Uma grave crise de auto-estima baixa. Depressão. E ninguém, senão ele próprio, poderia se livrar disso, sabe por quê? Porque não existe Motivação. O que existe é a Auto-Motivação. Ele recebeu ajuda, apoio, motivação... Porém, ele não se Auto-Ajudou; não se Auto-Apoiou; não se Auto-Motivou.

Deixe de besteira que o seu destino é você que faz. As páginas de sua vida, é você quem escreve.

Pensem nisso, tenham um excelente final de semana e estejam sempre com Deus!

3 comentários:

Jonathas 21/9/09  

Concordo plenamente com você Manoelzinho, o nosso destino somos nós quem fazemos.

Macelino Keliton 25/9/09  

admirei o texto
a simplicidade das letras, das frases
gostei da concordancia
da dança da razão
da certeza de q amanhã será novo
e novo deve ser bem tratado por todos nós
cada um com seu jeito

Díla 2/2/10  

Além de concordar inteiramente com o texto,desde já quero dar-lhe os parabéns pela qualidade do blog!

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